Bolsas norte-americanas mantêm tendência positiva de ontem e estão a acompanhar o optimismo das praças europeias. Mario Draghi decidiu, inesperadamente, descer a taxa de juro de referência para a Zona Euro, como forma de assinalar um combate à crise da dívida, e a demissão do primeiro-ministro grego parece estar em cima da mesa.
As bolsas norte-americanas abriram a sessão de hoje em alta, mantendo os ganhos da sessão de ontem.
Os gregos estão a ser "encostados à parede" e o novo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, decidiu, inesperadamente, cortar a taxa de juro de referência para a Zona Euro, numa demonstração de combate à crise da dívida. São estas as duas razões europeias para que o verde esteja a colorir Wall Street.
Nesse sentido, o S&P 500 iniciou a sessão de hoje a ganhar 0,7% para 1.246,58 pontos, ao passo que o Dow Jones valoriza 0,64% para 11.911,65 pontos.
Por sua vez, o índice tecnológico Nasdaqestá a somar 0,94% para 2.664,79 pontos.
As bolsas estão a marcar valorizações mais tímidas do que na Europa, que estão a beneficiar de especulações de que o primeiro-ministro George Papandreou se possa demitir e dar lugar a um Governo de coligação nacional.
"Estão a encostar os gregos à parede. Ou eles estão nisto e cumprem o que têm a cumprir, ou então são expulsos da Zona Euro", afirmou à Bloomberg o gestor de fundos Peter Sorrentino.
“A acrescentar a isso, a decisão do BCE de cortar os juros vai retirar alguma pressão no futuro nos mercados de financiamento para a Espanha e para a Itália”, continuou Sorrentino.
A impulsionar o desempenho bolsista dos Estados Unidos está também a divulgação de uma queda de nove mil pedidos de subsídios de desemprego para 397 mil pedidos, estando em mínimos de um mês, segundo dados do Departamento do Trabalho norte-americano.

